Hoje eu não quero ser a Catarina rabugenta, gorda, mal disposta, que grita com os pais. Hoje eu quero ser a Catarina guerreira, que luta com tudo o que tem. Hoje eu não quero ser a Catarina complicada, com medos e receios. Quero ser a Catarina forte, corajosa. Quero-me despedir da Catarina que não tem coragem para se levantar da cama, que não tem coragem para abrir os olhos e ver que há um dia lindo pela frente. Hoje eu quero-me despedir da Catarina que fica irritada por tudo e por nada, que não consegue arranjar forças para lutar. Dessa Catarina é que eu me quero ver livre. Dessa Catarina é que eu quero me despedir e nunca mais ter de lidar com ela. Porque eu sou forte! Porque eu sou uma menina guerreira que acredita no futuro, por mais negro que ele me pareça e mais distante me pareça estar. Hoje eu quero ser a Catarina forte e animada que lida com tudo na boa, que não grita com os pais, que não é gorda. Hoje eu quero-me despedir da Catarina que hoje sou, mas que não quero ser. É assim tão complicado? Quero lutar, mas as forças não as encontro. Estarei eu a ser a Catarina que não quero ser? Sim, por vezes sou essa mesma Catarina, e não gosto nada do que sou. Portanto me despeço dela. Quero viver a minha vida e ser feliz! Lutar e ser a menina guerreira por que todos me chamam. Adeus Catarina , não quero ser mais tu, muito pelo contrário, quero ser a menina dócil, e querida. De ti me despeço, sem ter pena nenhuma de me despedir de ti.
Estou destruída por dentro. Quero reerguer-me e não consigo. Quero ultrapassar mais este obstáculo e não sou capaz. Sei que isto é para a vida toda, esta doença horrível que me acompanha desde os meus 14 anos. Cada vez vai sendo pior. Os dias custam a passar, só me apetece estar deitada e estar no escuro do meu quarto, na minha cama. É verdade que já passei por muito e que devia ter aprendido algo com isso, mas na realidade, vem sempre algo que me rebaixa e me faz ter uma nova recaída. Não consigo evitar. Tenho saudades dos meus dias felizes, alegres, dos meus dias com a minha família e amigos. Em que tudo era mais fácil e bonito. Onde só havia verão, dias lindos e saudáveis. Agora só vejo uma escuridão imensa, está um nevoeiro enorme diante dos meus olhos. Queria que as pessoas percebessem que eu não estou assim porque quero, mas sim porque a doença assim me o faz sofrer. Quero estar feliz e invés disso estou infeliz, como se nada no mundo importasse. A minha fa...
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