Hoje eu não quero ser a Catarina rabugenta, gorda, mal disposta, que grita com os pais. Hoje eu quero ser a Catarina guerreira, que luta com tudo o que tem. Hoje eu não quero ser a Catarina complicada, com medos e receios. Quero ser a Catarina forte, corajosa. Quero-me despedir da Catarina que não tem coragem para se levantar da cama, que não tem coragem para abrir os olhos e ver que há um dia lindo pela frente. Hoje eu quero-me despedir da Catarina que fica irritada por tudo e por nada, que não consegue arranjar forças para lutar. Dessa Catarina é que eu me quero ver livre. Dessa Catarina é que eu quero me despedir e nunca mais ter de lidar com ela. Porque eu sou forte! Porque eu sou uma menina guerreira que acredita no futuro, por mais negro que ele me pareça e mais distante me pareça estar. Hoje eu quero ser a Catarina forte e animada que lida com tudo na boa, que não grita com os pais, que não é gorda. Hoje eu quero-me despedir da Catarina que hoje sou, mas que não quero ser. É assim tão complicado? Quero lutar, mas as forças não as encontro. Estarei eu a ser a Catarina que não quero ser? Sim, por vezes sou essa mesma Catarina, e não gosto nada do que sou. Portanto me despeço dela. Quero viver a minha vida e ser feliz! Lutar e ser a menina guerreira por que todos me chamam. Adeus Catarina , não quero ser mais tu, muito pelo contrário, quero ser a menina dócil, e querida. De ti me despeço, sem ter pena nenhuma de me despedir de ti.

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