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A mostrar mensagens de maio, 2016
Dou por mim a ter medo de tudo. Dou por mim a ter ansiedade a toda a hora, sem por vezes saber o porquê.  Se estou na escola, tenho medo. Se estou em casa, tenho medo. Se estou na rua, tenho medo... então, que se passa comigo? Eu nunca fui assim, confesso. Nunca fui uma rapariga de ter medos e de ser ansiosa. Não entendo, juro. Não entendo o porquê disto. O porquê de não conseguir estar onde estou.  É horrível... é horrível sentirmos-nos assim, fracas, com medos e com muita ansiedade.  Ando sempre cheia de nervosismo. Na escola, olho para todo o lado, com medo das pessoas. Na rua, acontece o mesmo. E em casa, estou sempre com receio quando fico sozinha...  Não gosto de me sentir assim, não gosto mesmo. É como se eu vivesse num "buraco". É como se estivesse privada de viver. É estar sempre com medo das pessoas, dos animais, do mundo, e principalmente da morte. Quem diria... quem diria que eu um dia ainda ia ter muito medo da morte! Mas sim, tenho medo. Tenho medo ...
Hoje estava no hospital, à espera que me chamassem para a consulta, e um rapazinho com 10 anos meteu-se comigo. Estávamos a conversar sobre o nosso gosto pela dança, e depois ele perguntou-me porque estava eu ali, no hospital, à espera de ser atendida pela mesma psicóloga que ele. Eu respondi que tinha depressão, mas que agora andava melhor. E ele fez uma carinha de quem não sabe o que quer dizer "depressão" e perguntou-me logo a seguir: - "Tu tens depressão? Que é isso?" Eu sem saber que responder disse-lhe que a depressão era uma doença que metia as pessoas tristes, metia as pessoas a chorar... e que a nossa cabeça está doente quando temos depressão. Que fiz imensos disparates, mas que agora já estava melhor. Ele com a sua inocência perguntou-me logo de seguida que disparates é que eu tinha feito e eu disse-lhe que não lhe ia dizer porque ele era muito novinho e não precisava de ouvir estas coisas... e que com o tempo, ele ia perceber o que era realmente a doen...
E este é o último texto que irei escrever para ti... já há muito tempo que não escrevo nada sobre ti, sobre nós. Já há muito tempo que não falo o que sinto, ou o que sentia por ti com as minhas amigas. Três anos, para ser precisa. Há três anos que gosto de ti... foi há três anos que começámos a namorar. Mas, como disse no início, vai ser o último texto que vou escrever sobre ti. Porque sinto que ainda estás bem presente em mim, mas eu não quero, não quero lembrar-me mais de ti, não quero mais olhar para ti, nem sequer relembrar os nossos momentos. Quero simplesmente viver sem este peso na consciência. Porque sim, sei que fui eu que em parte "estraguei" a nossa relação. Sei que fiz muita merda e que acabei por te perder, mas nunca foi minha intenção magoar-te.  Mas, eu cansei-me, confesso. Ver-te todos os dias na escola com a tua nova namorada deixa-me bastante triste. Podia ser eu a estar no lugar dela, mas não sou... perdi-te e agora estou só. Quem me ouve falar pensa que a...

Carta para um mendigo

Olá. Não me conheces, e eu também não te conheço. Mas gostaria de te deixar aqui algumas palavras... vou tratar-te por "tu" para que seja mais fácil. Tu que vives na rua, a pedir comida, a pedir dinheiro para simplesmente te alimentares, és um grande lutador! Não tens família, não tens ninguém que te ajude. Vives contigo, só contigo. Lutas todos os dias para sobreviver. Não é fácil, nada mesmo. Muita gente a queixar-se da comida que tem na mesa, e tu a queixares-te por não teres. Essas pessoas que se queixam da comida que os pais, avós, família, lhe metem na mesa, são pessoas que não sabem dar valor ao que têm. Também me incluo a mim. Nós nunca passámos fome, temos aquilo que queremos e por vezes até aquilo que não queremos, ou que nunca pensámos ter. Não damos valor às coisas que temos! Tu vives ao frio, dormes em qualquer lado, não comes à dias, e ainda tens coragem para caminhar. Estás sem forças e mesmo assim não desistes. És uma pessoa que admiro imenso. Mas eu perg...
Sabem aquela vontade de chorar repentina? Aquela vontade de gritar ao mundo para que ele nos ouça, mas ele nunca ouve, ninguém quer saber, ninguém se importa com tal coisa. Grito para me ajudarem, grito para que me ouçam e me ajudem a livrar-me desta doença que tanto me tem afetado. Grito desesperada, mas, ninguém ouve, ninguém me liga e ninguém quer ajudar. Sabem aquela vontade de desaparecer e seguir sem rumo? Pois, é mesmo isso que me apetece, sair daqui, sem saber que rumo seguir. Livrar-me das pessoas que me querem ver mal, livrar-me do ódio, do medo e da ansiedade. Mas depois penso que há ódio em todo o mundo, há pessoas más em todo o lado... portanto, para quê fugir se vamos encontrar a mesma coisa noutra parte do mundo? Para quê fugir se o nosso destino é estar aqui, neste local?! Deus deu-nos a oportunidade de vir ao mundo. Deus deu-nos a oportunidade de vivermos, de convivermos, de aprendermos... Temos que ter forças, temos que lutar, temos que viver, pois como já disse in...
"Stay Strong" que significa "manter-me forte", foi as palavras que eu quis tatuar no meu pulso. Acho que em duas palavras está dito tudo o que eu preciso ser, forte! Tenho que me manter forte para aguentar esta longa viagem, tenho que me manter forte para seguir caminho de cabeça erguida. E principalmente, tenho que me manter forte por mim, para que um dia, eu olhe para trás e veja que consegui ultrapassar todas as barreiras e todos os obstáculos que a vida me colocou à frente. Tenho que ser forte para conseguir ignorar os problemas... e para que em vez de chorar, eu consiga rir. Confesso que já fui muito fraca, que caí imensas vezes, que me senti derrotada, mas agora eu tenho a certeza que todas as coisas que me deitaram abaixo, eu consegui dar a volta por cima e ultrapassar essas barreiras. Muita gente me quis ver no chão, muita gente se afastou de mim, muita gente me "espezinhou", mas foi com isso que eu cresci, foi com isso que aprendi. Foram os obst...
Deves estar a pensar que eu sou bipolar ou algo do género... não digo que não, mas também não afirmo que sim. Pensas isso porque lês os meus textos, e eu contradigo-me bastante. Num dia estou bem, e a escrever sobre coisas boas, e no dia a seguir, só escrevo que me odeio, que não gosto de mim... enfim.  Se queres que te seja sincera, eu não sei. Não sei se sou bipolar ou não. Já coloquei essa questão às minhas médicas, mas não ligaram muito, talvez porque não lidam comigo todos os dias. Estão comigo 10/15 minutos... e por isso é que não notam a mudança repentina de humor que tenho. Os que vivem comigo cá em casa, ou seja, a minha família, é que sabem como me sinto. Num momento estou bem e feliz, a gritar de felicidade, e logo  no minuto a seguir estou com raiva de tudo e todos e só me apetece chorar. É bastante complicado viver assim, a sério. Quando digo que estou bem, e que estou quase curada, vem sempre algo para me provar o contrário. Não sei que fazer mais... quero estar...
Como? Como aprender a gostar de mim?  Há muito tempo que deixei de gostar de mim, do meu corpo, da minha cara e da minha personalidade. Há muito tempo que deixei de me preocupar comigo. Há muito tempo que deixei de sorrir... enfim, deixei de querer saber de mim... eu não vivo, eu sobrevivo! Já passaram três anos de muito sofrimento, de muita mágoa e tristeza, e foi à três anos atrás que eu deixei de gostar de mim. Foi à três anos atrás que eu deixei de me preocupar comigo. Digo e repito, foi do nada... de um dia para o outro, entrei num buraco bem fundo, e até agora fui conseguindo subir um pouco, mas ainda não saí totalmente desse buraco, e isso deixa-me bastante triste, pois eu adorava-me, eu adorava o meu corpo, e tratava de mim... agora? Agora nem ao espelho me consigo olhar. 
Hoje é o teu dia, o dia da Mãe. Tens feito um ótimo trabalho como mãe... tens cuidado de nós, tens-nos dado tudo o que nós precisamos, tens-nos educado, e principalmente tens-nos amado incondicionalmente. Podes não ser perfeita (ninguém o é), mas tens feito tudo o que está ao teu alcance, tens feito aquilo que podes e até o que não podes por nós, por mim e pela Cris. As nossas personalidades são bastante diferentes, e possivelmente por isso é que chocamos muito, por isso é que discutimos, mas isso não quer dizer que eu não gosto de ti, porque gosto, e muito! Tens-me apoiado bastante, desde o dia em que eu nasci, mas principalmente tens-me apoiado muito mais de à três anos para cá, pois foi-me diagnosticado "depressão", Está a ser uma fase muito complicada, tanto para mim, como para ti, para o pai e para a mana. Não digo que está a ser fácil, porque não está, mas continuo aqui, viva e com forças para encarar o mundo lá fora. Tu sempre me transmitiste muita força, e por iss...