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A mostrar mensagens de dezembro, 2016
Tudo começou com o nascimento da minha irmã... os ciúmes e a revolta começaram. Comecei a culpá-la porque foi descoberto "fibromialgia" à minha mãe após o parto... Comecei a andar em psicólogas a partir dos oito anos. Era agressiva em casa para os meus pais e irmã, respondia-lhes mal e gritava muito. Mas tudo piorou quando eu tinha catorze anos. Tive a minha primeira tentativa de suicídio com gás. Após isso, comecei a auto-mutilar-me e a não gostar da vida nem de mim. Pedi ajuda aos meus pais, pois não queria viver assim, a auto destruir-me... fomos até ao hospital de Évora onde fiquei sob observação. Passei por dois internamentos na pediatria em Évora, um na psiquiatria e outro na Estefânia, em Lisboa. Ou seja, passei por quatro internamentos... quando estava internada, eu pensava que era dessa que ia ser feliz e curar-me. Estava bem melhor sempre que saía dos internamentos. Mas depois...depois piorava. Tive muitos efeitos secundários dos medicamentos e cheguei a tomar 8 c...
Finalmente algo de bom na minha vida...  Pedi ajuda à clínica da mente e eles ofereceram-me tratamentos para a o meu problema... vou também em princípio à SIC dar o meu testemunho sobre a minha doença. Acho que vai ser super bom, pois muita gente passa pelo mesmo que eu, e é uma experiência nova para mim, dar o meu testemunho e ajudar quem está a passar pelo mesmo que eu. É inacreditável... parece mentira. Vou fazer tratamentos para me curar... será desta que finalmente me vou ver livre da doença? Espero mesmo que sim, pois já não estou a aguentar muito mais tempo assim...  Esta tristeza bate do nada... as minhas mudanças de humor... tudo isto causa-me infelicidade. Sinto-me mesmo muito feliz agora por poder ser ajudada. Por poder mostrar a minha história e ajudar quem realmente precisa também de uma palavra de apoio. Esta doença é mesmo muito complicada... há dias em que só nos apetece desaparecer e até morrer... há dias em que nos sentimos desesperadas, sem saber como ag...
Saudades. Saudades de mim. Saudades do que fui e já não sou. Saudades de sorrir com um sorriso verdadeiro. Saudades de ter vontade de sair e de estar com as minhas amigas. A vida vai-me tirando tudo aos poucos e poucos. Sinto-me completamente revoltada e angustiada. Já nem sei no que pensar. No que fazer para me distrair. Passo os dias encerrada em casa, sozinha. Sinto falta de ser aquela menina feliz, porque sim, eu já fui muito feliz... mas, de repente, a vida mostrou-me que isto não é um mar de rosas e que a vida custa. Custa muito. A cada dia que passa, fico mais desesperada... quero encontrar o meu caminho, o caminho rumo à felicidade. Mas eu não o encontro. Não encontro mesmo. Luto constantemente, todos os dias, para vencer esta doença que tanto me tem afetado, mas por vezes faltam-me as forças. Falta-me a garra para enfrentar os problemas. Tenho sido uma lutadora, tenho sido uma guerreira, mas as forças começam-me a faltar. E eu já não sei o que fazer. A que recorrer para melh...