Como todas as crianças pequenas, eu era uma criança inofensiva. Não fazia mal a ninguém, imaginava o meu futuro um futuro feliz, enfim, imaginava me uma criança super brincalhona e desejada.
Mas quando cresci isso não aconteceu. Comecei a revoltar me com a vida e com o que ela me trazia. 
Era revoltante viver naquele mundo.
A Catarina pequena ao ver tudo isto revolta-se também de a ver assim, e fazia de tudo para a ver feliz, mas sempre sem sucesso. A Catarina adulta estava tão cansada e sentimentalmente fraca que não conseguia mais lutar para se ver bem a ela própria. A Catarina adulta estava viva mas ao mesmo tempo era como se estivesse morta . Pensamentos esses que nunca passaram pela cabeça da Catarina mais nova. Nunca na vida. Era tudo tão bonito, tudo tão cheio de cor... E agora, era como se de um abismo de tratasse e eu tivesse quase e cair dele para baixo. É tudo tão negro... Não vejo mais nada para além do abismo. Desculpem se estou a ser hipócrita mas é como me sinto. Só desejava que isto tudo melhorasse e que eu voltasse a ser aquela criança que outrora fui, feliz!

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