Lembro-me tão bem no dia em que nasceste. Estávamos nas festas da nossa terra, a ver uma garraiada quando de repente, a mãe estava prestes a ter-te. Toda a gente dizia, Catarina a mãe vai ter a tua mana agora, temos que ir embora para casa. E eu batia o pé e dizia que não queria ir.
Na verdade, sempre quis ter um irmão e não uma irmã, admito. Mas a partir do momento em que te vi, os meus olhos brilharam. Eu tremia. Tinha apenas cinco anos quando nasceste mas ainda me recordo mais ou menos de como me senti naquele momento. Eu amava-te, eras pequenina, eras gordinha, eras linda e amorosa. Mas então quando começaste a mexer nos meus brinquedos? Ai, aí foi o pior. Comecei a revoltar-me com a vida e com tudo. Ou porque pensava que a minha mãe já não gostava de mim, ou porque a atenção já não era toda para mim. Enfim coisas de crianças, pensava eu. Mas não foi.. Acho que foi tudo isso que gerou a depressão que tenho agora. A culpa não é tua! Eu é que dei demasiado valor a coisas insignificantes e acreditava em coisas que não eram verdade. Eu sempre pensei ou dizia que a mãe tinha fribromialgia por causa de tu teres nascido... até agora sempre o disse, desde pequena até agora aos meus 19 anos. Mas eu comecei a pensar para mim mesma que não fazia sentido pensar dessa maneira. Se a mãe teve a doença é porque a tinha que ter... tu não tiveste culpa absolutamente nenhuma. Sei que foi quando nasceste que a doença apareceu à mãe, mas agora eu já não penso que foste a culpada. Já não te culpabilizo por isso. Sempre acreditei que eras a culpada, mas hoje eu arrependo-me, porque sei que tu não tiveste nem tens culpa.
Sei que não sou a melhor irmã do mundo, nem pretendo ser, quero apenas ser a melhor irmã que tu sempre sonhaste ter.
Acho que não há palavras para descrever aquilo que sinto. É uma mistura de sentimentos. Por um lado, sinto-me triste por te ter culpado até agora por uma coisa que tu nunca tiveste culpa, mas por outro lado sinto-me feliz por ter percebido isso a tempo. Foi tarde, é verdade, mas mais vale tarde do que nunca.
Perdoa-me pelas vezes em que fui e sou bruta para contigo. Perdoa-me pelos gritos, pelas palavras más. Perdoa-me por tudo!
Somos sangue do mesmo sangue, somos irmãs, e isso basta para nos darmos bem. Temos que nos dar bem! Seja de que maneira for.
Não tem sido nada fácil para ti, e sei que se estás mais triste e irritada com a vida é por minha causa, por me veres mal e não saberes como ajudar e por todas as coisas que te tenho dito e feito.
Obrigada pelos conselhos, por chegares ao pé de mim e perguntares o que se passa. Obrigado pelas tuas palavras, pelos momentos, obrigada principalmente por teres nascido e seres minha irmã. Não poderia pedir melhor!
Não mudes por ninguém, nem deixes que ninguém te faça mal nem te ofenda. Estarei sempre aqui para ti, tal como tu estás para mim. E sempre que precisares de ajuda ou de uma palavra de conforto, eu estarei aqui.
Um dia poderei estar longe fisicamente mas estarei sempre perto psicologicamente! Acredita sempre em ti!*
Na verdade, sempre quis ter um irmão e não uma irmã, admito. Mas a partir do momento em que te vi, os meus olhos brilharam. Eu tremia. Tinha apenas cinco anos quando nasceste mas ainda me recordo mais ou menos de como me senti naquele momento. Eu amava-te, eras pequenina, eras gordinha, eras linda e amorosa. Mas então quando começaste a mexer nos meus brinquedos? Ai, aí foi o pior. Comecei a revoltar-me com a vida e com tudo. Ou porque pensava que a minha mãe já não gostava de mim, ou porque a atenção já não era toda para mim. Enfim coisas de crianças, pensava eu. Mas não foi.. Acho que foi tudo isso que gerou a depressão que tenho agora. A culpa não é tua! Eu é que dei demasiado valor a coisas insignificantes e acreditava em coisas que não eram verdade. Eu sempre pensei ou dizia que a mãe tinha fribromialgia por causa de tu teres nascido... até agora sempre o disse, desde pequena até agora aos meus 19 anos. Mas eu comecei a pensar para mim mesma que não fazia sentido pensar dessa maneira. Se a mãe teve a doença é porque a tinha que ter... tu não tiveste culpa absolutamente nenhuma. Sei que foi quando nasceste que a doença apareceu à mãe, mas agora eu já não penso que foste a culpada. Já não te culpabilizo por isso. Sempre acreditei que eras a culpada, mas hoje eu arrependo-me, porque sei que tu não tiveste nem tens culpa.
Sei que não sou a melhor irmã do mundo, nem pretendo ser, quero apenas ser a melhor irmã que tu sempre sonhaste ter.
Acho que não há palavras para descrever aquilo que sinto. É uma mistura de sentimentos. Por um lado, sinto-me triste por te ter culpado até agora por uma coisa que tu nunca tiveste culpa, mas por outro lado sinto-me feliz por ter percebido isso a tempo. Foi tarde, é verdade, mas mais vale tarde do que nunca.
Perdoa-me pelas vezes em que fui e sou bruta para contigo. Perdoa-me pelos gritos, pelas palavras más. Perdoa-me por tudo!
Somos sangue do mesmo sangue, somos irmãs, e isso basta para nos darmos bem. Temos que nos dar bem! Seja de que maneira for.
Não tem sido nada fácil para ti, e sei que se estás mais triste e irritada com a vida é por minha causa, por me veres mal e não saberes como ajudar e por todas as coisas que te tenho dito e feito.
Obrigada pelos conselhos, por chegares ao pé de mim e perguntares o que se passa. Obrigado pelas tuas palavras, pelos momentos, obrigada principalmente por teres nascido e seres minha irmã. Não poderia pedir melhor!
Não mudes por ninguém, nem deixes que ninguém te faça mal nem te ofenda. Estarei sempre aqui para ti, tal como tu estás para mim. E sempre que precisares de ajuda ou de uma palavra de conforto, eu estarei aqui.
Um dia poderei estar longe fisicamente mas estarei sempre perto psicologicamente! Acredita sempre em ti!*
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