O tempo lá fora está frio e chuvoso. E eu aqui estou, dentro de casa, mais uma vez com ansiedade e muito medo. Não sei o que se tem passado comigo nestes últimos tempos... só sei que tenho andado nervosa, com medo, ansiosa, e chorosa. 
Já não tinha ataques de pânico há muito tempo, e agora, voltei a ter. Voltei a chorar compulsivamente. Voltei a ter pânico de viver. Voltei a ter mesmo muito medo de estar sozinha em casa, medo do escuro, e medo das pessoas ao meu redor.
Reflicto sobre tudo o que me tem acontecido, e acho que este sofrimento todo já é demais. São três anos de muito sofrimento, de muita mágoa, de muita tristeza... três anos de muita dor. 
Eu sei que temos que viver um dia de cada vez sem pensarmos no futuro, mas por vezes torna-se difícil. Torna-se difícil não pensarmos no que poderá vir a acontecer no nosso futuro. Torna-se difícil termos que aturar certas coisas, certos problemas, certas pessoas. Torna-se complicado termos que lidar com tudo à nossa volta sem ligarmos aos problemas que nos rodeiam. 
Tenho medo, juro. Medo que as pessoas me destruam por completo. Medo que consigam derrubar-me e mandarem-me para baixo. Medo de ser alvo de mentiras. Medo de tudo, basicamente. 
Olho à minha volta, e as pessoas que estão comigo são mesmo muito poucas. Olho à minha volta e vejo que não tenho ninguém em quem me agarrar. Agarrar para me levantar. Porque preciso. Porque preciso imenso de me levantar e reagir. Reagir a tudo isto que me tem deitado tão abaixo. Mas eu preciso de ser forte. Tenho que ser forte! Preciso de ter forças para vencer esta doença. Mas, quanto mais luto, mais fraca fico. Quanto mais luto mais para baixo fico. Preciso de algo ou alguém que me motive. Preciso de me sentir segura e apoiada. 
Resta-me sobreviver a este mundo cheio de gente falsa e hipócrita. Que se matam uns aos outros, que se ferem uns aos outros... preciso de fugir desta maldita sociedade que é tão, mas tão má. Preciso de... sei lá, preciso de ser feliz, só isso.

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