Depressão.
Fazemos coisas que nós mesmas nem sabemos o porquê de as estarmos a fazer. É sentir culpa de uma coisa que nem sequer fizemos. É precisarmos de ajuda, e por vezes não a pedirmos. É não estarmos bem e parecer que ninguém nos entende. Quando nos perguntam se estamos bem, a resposta é óbvia, dizemos sempre que estamos, mesmo quando o nosso coração pula de tristeza e os nossos olhos se enchem de lágrimas querendo soltar-se. É refugiar-nos no nosso quarto, longe de tudo e todos, para que ninguém veja como nos sentimos. Não queremos sair de casa por ter vergonha do que as outras pessoas irão pensar ou dizer. É sentir que só temos a nossa família a apoiar-nos, pois os nossos amigos onde estão nesses momentos? Longe! Queremos acabar com o sofrimento, queremos acabar com toda aquela tristeza, aquela angústia que tanto nos persegue e atormenta. Mas felizmente, ainda existem aquelas pessoas que nos tentam levantar e ajudar para que não voltemos a cair. Elas não apoiam o que nós fazemos (o que acho muito bem). E não estão sempre a passar-nos a "mão pela cabeça" e dizer, sim, estás a ir muito bem! As amigas verdadeiras têm que passar a "mão pela cabeça" quando estamos a ir bem, mas quando estamos a ir pelo mau caminho, só têm é que nos dizer "Não faças isso". Têm que nos dizer as verdades, tudo aquilo que pensam, sem ter medo do que a pessoa vai achar. Também há aquelas pessoas, que sabem ver quando estás bem ou mal. E se acharem que estás mal, vão lá estar para te apoiar e ajudar nos bons e maus momentos.
Os meus pais e a minha irmã têm sido principalmente o meu apoio, a minha base. São eles que estão lá sempre quando me vou abaixo, são eles que aturam os meus gritos, os meus maus humores. Que têm paciência para mim...
Mais um coisa, ninguém tem que ter vergonha por ter depressão. É uma doença que ataca muita gente. Não há que ter vergonha! Há que lutar e vencer a doença. Sermos mais fortes que ela e não nos deixarmos ir abaixo! Só quem passa por elas é que sabe, por isso, nunca critiques uma pessoa, pois podes conhecê-la, mas poderás não saber a história dela!
Obrigada a todos pelo apoio que me têm dado, sei que ainda há pessoas com bom coração e que se preocupam totalmente comigo. Um muito obrigada!
Ps: Sim, esta doença tem-me atormentado anos e anos, mas felizmente, estou quase a ver-me livre dela. Estou a melhorar aos poucos e poucos, graças a toda a força que me têm dado, tanto pela parte da minha família, como dos amigos, como também das minhas médicas que têm lá estado sempre para mim.
Fazemos coisas que nós mesmas nem sabemos o porquê de as estarmos a fazer. É sentir culpa de uma coisa que nem sequer fizemos. É precisarmos de ajuda, e por vezes não a pedirmos. É não estarmos bem e parecer que ninguém nos entende. Quando nos perguntam se estamos bem, a resposta é óbvia, dizemos sempre que estamos, mesmo quando o nosso coração pula de tristeza e os nossos olhos se enchem de lágrimas querendo soltar-se. É refugiar-nos no nosso quarto, longe de tudo e todos, para que ninguém veja como nos sentimos. Não queremos sair de casa por ter vergonha do que as outras pessoas irão pensar ou dizer. É sentir que só temos a nossa família a apoiar-nos, pois os nossos amigos onde estão nesses momentos? Longe! Queremos acabar com o sofrimento, queremos acabar com toda aquela tristeza, aquela angústia que tanto nos persegue e atormenta. Mas felizmente, ainda existem aquelas pessoas que nos tentam levantar e ajudar para que não voltemos a cair. Elas não apoiam o que nós fazemos (o que acho muito bem). E não estão sempre a passar-nos a "mão pela cabeça" e dizer, sim, estás a ir muito bem! As amigas verdadeiras têm que passar a "mão pela cabeça" quando estamos a ir bem, mas quando estamos a ir pelo mau caminho, só têm é que nos dizer "Não faças isso". Têm que nos dizer as verdades, tudo aquilo que pensam, sem ter medo do que a pessoa vai achar. Também há aquelas pessoas, que sabem ver quando estás bem ou mal. E se acharem que estás mal, vão lá estar para te apoiar e ajudar nos bons e maus momentos.
Os meus pais e a minha irmã têm sido principalmente o meu apoio, a minha base. São eles que estão lá sempre quando me vou abaixo, são eles que aturam os meus gritos, os meus maus humores. Que têm paciência para mim...
Mais um coisa, ninguém tem que ter vergonha por ter depressão. É uma doença que ataca muita gente. Não há que ter vergonha! Há que lutar e vencer a doença. Sermos mais fortes que ela e não nos deixarmos ir abaixo! Só quem passa por elas é que sabe, por isso, nunca critiques uma pessoa, pois podes conhecê-la, mas poderás não saber a história dela!
Obrigada a todos pelo apoio que me têm dado, sei que ainda há pessoas com bom coração e que se preocupam totalmente comigo. Um muito obrigada!
Ps: Sim, esta doença tem-me atormentado anos e anos, mas felizmente, estou quase a ver-me livre dela. Estou a melhorar aos poucos e poucos, graças a toda a força que me têm dado, tanto pela parte da minha família, como dos amigos, como também das minhas médicas que têm lá estado sempre para mim.
Catarina Prates.
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