E aquilo que eu mais queria que não acontecesse, foi mesmo o que acabou por acontecer. Afastámos-nos. Parece que estava a adivinhar que ia ser assim...
Pediste-me um tempo, pediste-me espaço, e eu apenas tenho que respeitar isso. Se me está a custar? Bolas, está a custar mesmo muito.
Não entendo, juro. Na semana passada foi a tua festa de aniversário e tivemos tão bem, mesmo depois de me pedires tempo e espaço. Eu estava com medo, muito medo. Medo que não quisesses nem beijar-me, nem abraçar-me e que não me ligasses nenhuma. Mas não! Surpreendeste-me bastante até, pois tivemos melhor que nunca. A tua reação quando me viste, os teus abraços, a forma como me acariciavas e beijavas, a forma como dançámos ao som daquelas músicas, foram simplesmente únicas. Não estava nada à espera. Por isso é que eu não entendo o porquê disto tudo.
Eu entendo que me peças tempo para pensares, pois ainda não esqueceste o passado, mas e eu? Onde fico no meio disto tudo?! Eu estou a sofrer, porra! Estou a sofrer mais do que aquilo que tu pensas. 
Falávamos todos os dias, tratávamos-nos por nomes queridos, e agora, tudo isso desapareceu. Porquê? Será que fui eu que errei no meio disto tudo? Sim, errei em parte, por ter levado as coisas depressa demais e ter-me apaixonado tão facilmente. 
É que eu nem sei se deva lutar ou simplesmente desistir... eu não sei se deva seguir em frente, ou se deva esperar por ti, entendes? Não sei patavina daquilo que deva fazer. E isto está a destruir-me a cada dia que passa, por não saber o que fazer. 
Sinto-me triste, sinto-me magoada... sinto que não valho nada e que não sou importante para ninguém.
Não sei que fazer, confesso que já estou a perder as minhas forças. Mas olha, quando eu desistir, não há mesmo volta a dar. Simplesmente cansei-me! Cansei-me de perdoar tudo e todos, de esperar por coisas que nunca vão acontecer. E quando uma mulher se cansa, não há quem a traga de volta.

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